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Galicia espallada

Unha recolleita da cultura galega

Literatura, historia, arte, música, gastronomía, galeguismo, tradicións, lendas, costumes, emigración

Á memoria de Manuela Viaño (1929-2013)

Letras Galegas 2004 : Xaquín Lorenzo, "Xocas"

     

Artes de pesca nos ríos

  


DEBUXOS:  XAQUÍN LORENZO FERNÁNDEZ
 

TEXTO: ASSOCIAÇÃO BARCAS DO MINHO E XAQUÍN LORENZO FERNÁNDEZ
"Etnografía. Cultura material", em Historia de Galiza 

(dir. Otero Pedrayo, Ramón), Buenos Aires, 1962, vol. II




cana ou vara A cana ou vara, usada desde terra ou desde uma barca, é um dos sistemas de pesca mais empregados nos rios galegos. Na ponta leva uma sedela com chumbo, um cortiço -não sempre-, e um anzol, no que vai o engate (minhocas, moscas, saltões, plumas de pássaros, etc). A corda -espinhel ou palangre- ocupa o ancho do rio -polo que devem empregar unha barca se este é ancho-, com anzóis presos de tramo em tramo, sendo armadas pela noite e recolhidas à manhã. 

A fisga, rancha ou francado foi empregada para a pesca de lampreias, solhas, salmões e outros peixes semelhantes. Usada desde uma barca, vigiando a chegada do peixe, espetando com dentes de ferro que pode rematar em forma de lança. Aros com redes, as ventelas, mangadas em longos paus foram utilizadas para pescar nos remansos, aproveitando o desove, botando-as a cegas e sacando o que a sorte queira. 

pescos Os pescos, pesqueiras ou caneiros são uns muros construídos no leito do rio, inclinados seguindo a corrente e paralelos, formando corredores pelos que passa a água e os peixes. Nestes passos colocam o boitirão ao anoitecer, sendo desarmado cada duas horas se tem boa pesca. Esta rede foi o sistema mais empregado para colher a lampreia.A cabaceira é moi semelhante ó boitirão, colocada nos pescos para capturar lampreias, salmões, sáveis e outros peixes. Também se empregam de noite, como os arcos e forcados para caneiros.

NasaA nassa é unha versão em madeira do boitirão, alongada, com trampa no médio, aberta por um lado e fechada pelo outro. Deitada no fundo do rio, coa boca de cara à corrente, amarrada entre pedras, levando no interior o isco. Colocada na noite, sendo retirada pela manhã. Uma variante é o gardeiro ou cacifro, que serve para manter fresco o peixe na água, colgado da barca. O redote já não é obra de cesteira, senão de cordas ou fibras.
  

Redes rectangulares que enmalhan o peixe são a lampreeira, a salmoeira e o aljerife, que se estende de sol a sol coa barca e recolhem tirando desde a terra. O mesmo sucede com outras artes de arrasto, como a rapeta. Para cercar, nas bocas dos rios e zonas de mareia, empregam a estacada ou cercote. 

sacadasTambém a sacada é uma rede de cerco e arrasto. A solheira utilizada desde a barca, e a saveleira que deitam coa barca e recolhem desde terra, é moi semelhante à varredeira. 

       

Os trasmalhos -três panos ou malhas, sendo mais tupida a interior, o que enreda ó peixe- são também conhecidos nos rios do noroeste da península Ibérica. São redes de deriva, como a mugileira, com nomes que procedem da espécie à que estão destinados. E, a modo de esparavel, temos a chumbeira. 

As barragens derrubaram as pesqueiras, e impediram a circulação de enguias, lampreias, sáveis, salmões, reos e trutas, o que não era só um bem material -complemento na economia, e distracção- para os ribeirãos, senão também um orgulho e modelo de harmonia coa natureza. 

As embarcações fluviais só podem ser compreendidas no seu tempo e área, prestando serviço aos vicinhos das ribeiras. A pesca, como uma riqueza do nosso passado, não se pode esquecer por ser uma actividade que formou parte de uma cultura, dando respostas às necessidades humanas, criando aparelhos e até obras arquitectónicas que ó longo dos séculos se foram perfeiçoando. A tecnologia tradicional deve ser conservada, pelo menos na lembrança. 





Fonte:  Artes de pesca nos ríos


 

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